
Homem virtual ajuda paciente a entender
o próprio corpo
Tecnologia desenvolvida pela Disciplina de Telemedicina
da Faculdade de Medicina da USP pode esclarecer dúvidas
e facilitar a comunicação com o seu médico
Quem já foi paciente sabe que não é fácil entender os
motivos da doença, ou mesmo como o tratamento receitado
pode surtir efeito. O médico, por sua vez, sente a mesma
dificuldade quando procura explicar determinadas situações.
Apesar de fornecer várias informações, sempre corre o risco
do paciente ficar com alguma dúvida. A verdade é que o funcionamento
do organismo é muito complexo para ser traduzido somente
por palavras.
Durante a consulta, o uso de desenhos, gráficos
e fotos pode lhe ajudar a entender o que está acontecendo
no seu corpo. Porém, estas figuras estáticas e planas têm
suas limitações. Com elas, não é possível a perfeita visualização
da forma, funções e localização dos órgãos.
Homem Virtual:
facilidade e rapidez na compreensão do corpo humano
Para
traduzir o conhecimento médico a você, paciente, a
Disciplina
de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP desenvolveu
o Homem Virtual – conjunto de softwares com imagens precisas
do organismo, produzidas por profissionais de ciências da
computação, supervisionados por médicos-cirurgiões experientes.
Dinâmico e tridimensional, o Homem Virtual reproduz com
fidelidade os movimentos e texturas do corpo, interna e
externamente. Mostra a disposição exata dos órgãos, músculos,
tecidos, artérias e ossos. Chega inclusive a demonstrar
as estruturas das células.
No entanto, seus objetivos ultrapassam
a simples representação da anatomia humana e relação espacial
entre os órgãos. O Homem Virtual é uma nova estratégia de
comunicação, que abrange a demonstração das funções e dos
processos de adoecimento e cura do organismo.
Estas características
o transformam em uma importante ferramenta para facilitar
a comunicação com seu médico. O Homem virtual permite que,
durante a consulta, você veja as alterações provocadas pela
sua doença e a ação dos medicamentos. Até mesmo os procedimentos
necessários em uma cirurgia podem ser mostrados detalhadamente.
As imagens simplificam tudo aquilo que parece extremamente
complicado, permitindo que você aprenda rapidamente o que
precisa a respeito do seu tratamento. O objetivo é fazer
com que você se sinta seguro e consciente da importância
de seguir as orientações médicas.
Softwares já são usados
em consultórios
Se você tem dificuldades em entender seu
problema de saúde, converse com o seu médico sobre o Homem
Virtual. Os módulos sobre o aparelho geniturinário masculino,
acne, ciclo do pêlo, educação postural, músculos da face,
marcha humana e amputações de membros inferiores já são
utilizados em consultórios, hospitais e programas de educação
à distância.
A Disciplina de Telemedicina da FMUSP está
desenvolvendo CD-ROMs que mostram a anatomia do olho, asma
e hidratação da pele. Até o final do ano que vem, o homem
virtual terá 30 módulos, elaborados de acordo com a especialidade
médica, público-alvo e objetivos.
Os primeiros CD-ROMs chegaram
aos consultórios por meio de parcerias com o Ministério
da Saúde, laboratórios farmacêuticos e sociedades de especialidades
médicas. A partir de dezembro, estarão à venda, inicialmente
para médicos, hospitais e faculdades de medicina. Em 2004,
será comercializada uma versão especial para uso doméstico
e em escolas de ensino fundamental e médio.
Homem Virtual
também beneficia a educação médica
O Homem Virtual é uma
ferramenta de complementação da educação médica convencional.
Pelo seu dinamismo, o programa permite ao aluno observar
o funcionamento e reações do organismo, auxiliando no desenvolvimento
do raciocínio clínico e das habilidades cirúrgicas.
Assim
como ocorre entre médicos e pacientes, o programa facilita
a comunicação dos professores com os estudantes de medicina.
O aluno absorve em cerca de trinta segundos conceitos que
levariam horas para serem compreendidos através de aulas
descritivas ou livros.
O Homem Virtual pode ser empregado
em aulas presenciais ou na educação à distância (teleducação).
A Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da
USP, em conjunto com a Divisão de Medicina de Reabilitação
do Hospital das Clínicas (DMR-HCFMUSP), utiliza os módulos
da marcha, amputações de membros e educação postural para
a teleducação de fisiatras. Os cursos já foram ministrados
para profissionais de Londrina, Porto Alegre, Recife, Maceió,
Salvador, Rio de Janeiro e do interior de São Paulo (Sorocaba,
Jundiaí, Botucatu).
Voltarr

|