
Profissionais de países latino-americanos e europeus visitam São Paulo para conhecer a Telessaúde
do Estado
Representantes de 10 países, convidados pelo
programa EUROsociAL, apreciaram a infra-estrutura e o
trabalho cooperado dos profissionais do Hospital das
Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP), que
possui uma das maiores redes de Telemedicina dentro de
um complexo hospitalar.
Os visitantes mostraram interesse pela Área de
Design de Comunicação Educacional da
Disciplina de
Telemedicina da FMUSP
06.03.2008
Erica Franco e Vanessa Haddad

Prof. Chao Lung Wen durante a
abertura do evento
A inserção da Telessaúde como fator de coesão social
e o emprego da tecnologia na saúde e na educação foram
alguns dos assuntos debatidos no encontro, que reuniu
profissionais da saúde de 10 países latino-americanos e
europeus, na última sexta-feira (29 de fevereiro). Os
representantes foram convidados pelo programa EUROsociAL
da Comisão Européia, por meio de uma ação conjunta com o
Ministério da Saúde brasileiro. Participaram
profissionais da Colômbia, Costa Rica, Panamá, Chile,
Paraguai, Equador, México, Argentina, Espanha e Itália.
O evento teve início com uma videoconferência entre a
Faculdade de Medicina da USP e o Departamento de Gestão
da Educação na Saúde (DEGES) da Secretaria de Gestão do
Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da
Saúde, em Brasília. “Temos muita satisfação que os
representantes do EUROsociAL conheçam as experiências de
São Paulo, cujo pioneirismo inspirou o Projeto Nacional
de Telessaúde”, disse Ana Estela Haddad, diretora do
DEGES, que ressaltou também o trabalho integrado na USP,
entre a Faculdade de Medicina, a Escola de Enfermagem e
a Faculdade de Odontologia.
Recepcionados pela equipe multiprofissional da
Disciplina de Telemedicina (DTM) da FMUSP, os visitantes
assistiram palestras e conheceram instalações da
faculdade, do Hospital das Clínicas e da Escola de
Enfermagem da USP. Eles se surpreenderam com a
infra-estrutura dos Centros de Tecnologia (CETEC) da
FMUSP e do Hospital das Clínicas, bem como com os
conceitos e recursos de Teleassistência Formativa,
Teleducação Interativa e Educação baseada na
Distribuição de Competências, desenvolvidos e utilizados
de maneira cooperada por serviços e clínicas do maior
complexo hospitalar da América Latina.
Os estrangeiros conheceram também o Centro de
Computação Gráfica 3D do Projeto Homem Virtual, as áreas
de Estratégia e Design de Comunicação Educacional da
DTM, o Centro de Inovação e Pesquisa em Soluções de
Telemedicina e Telessaúde (CIPS) e a Rede EPesq
(Educação e Pesquisa. Os visitantes tiveram a
oportunidade de conhecer o Projeto Jovem Doutor, de
promoção de qualidade de vida e desenvolvimento social,
e o Projeto Nacional de Telessaúde do Ministério da
Saúde, cujo Núcleo São Paulo é coordenado pela Faculdade
de Medicina da USP.
Comunicação para a saúde
Os representantes do EUROsociAL conheceram a equipe
de comunicação da Disciplina de Telemedicina da FMUSP.
As áreas de Estratégia e Design de Comunicação
Educacional trabalham na motivação para mudança de
hábitos e promoção de saúde, construção de
relacionamentos, arquitetura de informação e no
desenvolvimento de materiais educacionais adequados a
diferentes objetivos e públicos.
Rede de Educação e Pesquisa

Convidados visitam o CEPEC
Uma das maiores redes de Telemedicina dentro de um
complexo hospitalar, a Rede EPesq interliga por cabo e
fibra óptica todo o complexo HC-FMUSP com unidades da
USP e diversas instituições do Brasil e do mundo, para a
realização de videoconferências e a transmissão de aulas
e eventos pelo sistema de video streaming.
Entre os setores da FMUSP conectados pela Rede EPesq
estão o Laboratório de Habilidades Médicas, o Serviço de
Verificação de Óbitos da Capital (SVOC), o Centro de
Ensino e Pesquisa em Cirurgia Vicky Safra (CEPEC), além
do Centro de Estudos em Telenfermagem (CETENF) da Escola
de Enfermagem da USP. Todas estas instalações foram
visitadas pelos convidados do EUROsociAL.
Trabalho cooperado entre as especialidades
Foram apresentadas ainda as ações de diversas
especialidades no ensino, pesquisa e prática da
Telessaúde, como a Teleodontologia, Telepatologia,
Telenfermagem e Telefisiatria. “É surpreendente como o
HC – FMUSP consegue envolver tantas áreas da saúde no
seu programa de Telemedicina”, disse Blanca Luz Hoyos
Henao, representante da Colômbia.
“Mostramos como o Hospital das Clínicas e a FMUSP têm
trabalhado em conjunto com unidades da USP para
consolidar a Telemedicina e Telessaúde como instrumentos
de promoção de saúde, inclusão digital, incentivo às
iniciativas estudantis, descoberta de jovens talentos,
capacitação de profissionais e otimização do sistema de
saúde”, explicou o médico e professor Chao Lung Wen,
chefe da Disciplina de Telemedicina da FMUSP e
integrante do comitê executivo de Telessaúde do
Ministério da Saúde.
Cadeia Produtiva de Saúde

Videoconferência encerrando o evento
Os participantes também trocaram experiências sobre a
situação da Telemedicina em seus países. Relataram suas
dificuldades e analisaram os modelos adotados pelos
países vizinhos, como a chamada Cadeia Produtiva de
Saúde – conceito criado pela Telemedicina da FMUSP que
permite, por meio da tecnologia, a atuação dos
profissionais da saúde e de membros da sociedade em todo
o processo de melhoria de qualidade de vida, ou seja, na
prevenção de doenças, no diagnóstico precoce, no
atendimento em atenção básica em saúde, no atendimento
especializado e até na reintegração física e social de
pacientes com seqüelas.
Perspectivas
O evento foi encerrado com um debate sobre as
perspectivas da Telemedicina nos países
latino-americanos e europeus, após uma videoconferência
entre profissionais do Hospital Universitário da USP
(HU), da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), do
Centro de Saúde Butantã e do Centro de Inovação e
Pesquisa em Soluções de Telemedicina e Telessaúde
(CIPS).
“Vamos transmitir à União Européia as experiências de
São Paulo, inclusive o uso dos recursos tecnológicos
disponíveis de forma humanizada, a serviço da saúde.
Este é um trabalho que vai de encontro com o que
acreditamos”, salientou Jesus Yañes Sanchez, da Espanha.
Depoimentos
"O Centro de Telenfermagem configura-se em uma
iniciativa inédita no Brasil, a qual a Escola de
Enfermagem USP tem a satisfação de sediar e ser
multiplicadora, a partir das possibilidades de produção
de material científico, com finalidades didáticas e de
criação de instrumentos de pesquisa. Nos colocamos,
juntamente com a Disciplina de Telemedicina da FMUSP,
firmes no propósito de promoção dos melhores veículos de
comunicação e informação para a melhoria do ensino e da
investigação científica em Enfermagem. O CETENF faz
parte dos projetos inovadores liderados por docentes da
EE e temos certeza de que, além de sua evolução técnica,
o centro tem o potencial aglutinador de saberes
multidisciplinares e interinstitucionais, atendendo a
metas da escola e da Universidade".
Isilia Aparecida Silva, Diretora
Escola de Enfermagem - Universidade de São Paulo
"O CETENF, criado com o apoio da Disciplina de
Telemedicina da FMUSP, trabalha, entre outras
atividades, com a produção de objetos de aprendizagem e
a formação permanente. Incentivamos o debate de temas de
interesse entre docentes, alunos e enfermeiros. A união
entre a academia e a prática tem sido bastante positiva.
É um avanço poder realizar eventos como estes, que unem
vários locais diferentes por videoconferência."
Profa. Maria Madalena Januário Leite.
Coordenadora do CETENF – Centro de Estudos em
Telenfermagem da Escola de Enfermagem da USP
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