
Telemedicina é discutida em congresso de hospitais universitários
14.12.2007
Julia Zanolli
colaboração Vanessa Haddad

Dr. Chao Lung Wen, durante sua apresentação
sobre Telemedicina
Aconteceu entre os dias 10 e 12 de dezembro, em São
Paulo, o II Congresso Brasileiro de Hospitais
Universitários e de Ensino, com o objetivo de discutir a
qualidade na gestão e na prestação de serviços de saúde.
O Congresso está na sua segunda edição e teve
representantes de diversos hospitais universitários de
todo o país.
A mesa redonda “Informatização e Telemedicina como
Ferramenta de Gestão, Capacitação e Ensino”, realizada
na quarta-feira, dia 12, contou com a presença do
professor Chao Lung Wen, presidente do Conselho
Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde (CBTms). “A
Telemedicina não é apenas um conjunto de recursos
tecnológicos, é justamente o uso lógico e humanizador
destes recursos”, esclareceu o Dr. Chao durante sua
exposição.
Ele contou sua experiência frente à Disciplina de
Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP e mostrou a
Rede EPesq, que conecta todo o complexo do Hospital das
Clínicas/FMUSP. Apresentou também os procedimentos
realizados por esta rede de Telemedicina, como
videoconferências para encontros não presenciais entre
especialistas. Falou ainda do Pólo de Telemedicina da
Amazônia, criado em parceria com a USP, que viabilizou a
chegada do Projeto RUTE à região.
O professor Chao contou sobre alguns dos projetos da
Disciplina de Telemedicina/FMUSP, como o Jovem Doutor.
Trata-se um modelo educacional que pode complementar a
formação das universidades, pois incentiva os estudantes
a construir diversas atividades educativas através da
interação com profissionais e do aprendizado em Atenção
Primária.
O Projeto Homem Virtual também foi apresentado durante a
mesa redonda. Os participantes mostraram-se muito
interessados pelas aplicações desta iniciativa, que
recria as estruturas do corpo humano em 3D através da
computação gráfica. São vídeos que comunicam de uma
maneira simples temas complexos da área de saúde.
Também participaram da discussão “Informatização e
Telemedicina como Ferramenta de Gestão, Capacitação e
Ensino” Antônio Luiz de Pinho Ribeiro, do Hospital das
Clínicas da UFMG, que discutiu o papel da Telessaúde nos
hospitais universitários e contou as experiências do
programas Minas Telecardio.
Em seguida, Aldo von Wangenhein, responsável tecnológico
da rede Cyclops de Telemedicina de Santa Catarina,
mostrou os benefícios da Telemedicina para o sistema
público de saúde e discutiu a sustentabilidade dos
projetos nesta área.
Luiz Ari Messina, coordenador da Rede Universitária de
Telemedicina (Rute), também se apresentou na mesa
redonda e mostrou um mapa dos pontos atingidos pela
Rute. Ele ressaltou a importância do envolvimento do
Conselho Federal de Medicina neste processo.
Por fim, Clarice Petramale, do projeto Hospitais
Sentinela da ANVISA, falou sobre a importância dos
hospitais universitários se conectarem em rede para
melhorar a avaliação de tecnologias em saúde.
Quando se encerraram as exposições, o moderador da mesa
João Flávio Paiva, do Hospital Universitário Lauro
Wanderley da Paraíba, abriu espaço para as perguntas dos
cerca de 50 presentes no debate. A questão feita por um
dos participantes foi relativa ao custo de implantação
de uma rede de Telemedicina. Os expositores responderam
à pergunta contando suas experiências na construção
deste tipo de infra-estrutura. O professor Chao Lung Wen
ressaltou que, apesar da questão financeira ser
relevante, ela não é o ponto principal a ser
considerado. “O mais importante na construção de uma
rede de Telemedicina é fazer uma gestão apropriada
destes recursos, para que o uso da tecnologia possa
humanizar o atendimento na área de saúde”, concluiu.
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