Telemedicina na Amazônia: solução para o isolamento de comunidades e profissionais

Viabilizar a integração regional para promover mais do que saúde: melhoria da qualidade de vida das pessoas que moram na Amazônia. Este é o objetivo do Pólo de Telemedicina da Amazônia, iniciativa da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade de São Paulo (Disciplina de Telemedicina - FMUSP), com o apoio do Conselho Federal de Medicina e sob coordenação dos professores Pedro Elias de Souza e Cleinaldo Costa (ambos da UEA) e Chao Lung Wen (FMUSP).

A idéia é utilizar as tecnologias disponíveis para conexão entre hospitais, postos de saúde, bases das forças armadas, universidades, escolas e outras entidades na Amazônia, superando as distâncias e barreiras físicas. “Esta rede de comunicação é essencial para levar assistência e educação em saúde às comunidades isoladas, às quais o acesso aos serviços médicos somente é possível com extensas viagens de barco ou avião”, explica o Prof. Cleinaldo Costa. “A Telemedicina nos permite prestar uma assistência de maior qualidade aos nossos pacientes, sem perder o senso de humanidade”, complementa o Prof. Pedro Elias de Souza.

Além da integração regional entre entidades governamentais e instituições públicas e privadas de saúde, o Pólo de Telemedicina da Amazônia visa a troca de experiências com os outros estados. “As universidades do Amazonas desenvolvem importantes trabalhos assistenciais e de pesquisa sobre doenças tropicais. É fundamental que este conhecimento seja transmitido a profissionais das demais regiões brasileiras, para o desenvolvimento de trabalhos cooperados”, ressalta o Prof. Dr. Chao Lung Wen, coordenador da Disciplina de Telemedicina da FMUSP.

 

Atuação

Criado em dezembro de 2004, o Pólo de Telemedicina da Amazônia desenvolve importantes trabalhos na região. A Liga de Telemedicina reúne cerca de 120 estudantes da UEA, Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade Nilton Lins, em atividades de pesquisa e aplicação de projetos de educação e prevenção. A educação médica continuada a distância vem permitindo a atualização dos profissionais em temas relevantes para a região, como Patologia e Traumatologia.

E a Telemedicina começa a fazer parte dos internatos rurais da UEA e UFAM, para emprego da tecnologia pelos estudantes de medicina, como ferramenta de promoção de saúde, inclusão digital e reinserção social. Todas estas atividades irão expandir-se e consolidar-se pela participação da Universidade do Estado do Amazonas no Projeto Estação Digital Médica – Estratégia de Implementação e Ampliação da Telemedicina no Brasil, coordenado pela Faculdade de Medicina da USP.

 

Apoio do Sipam

O Sistema de Proteção da Amazônia tem contribuído para o sucesso das ações de teleducação e integração regional do pólo, oferecendo sua infra-estrutura para a realização de videoconferências e transmissão de cursos por videostreaming. É o que acontece nos eventos de Teletrauma, que permitem a 130 cirurgiões de Manaus contato via videoconferência com especialistas da Disciplina de Cirurgia do Trauma da FMUSP, para discussão de casos clínicos e aprendizado por meio de demonstrações cirúrgicas. Outra iniciativa apoiada pelo SIPAM é o curso para médicos generalistas do interior do Amazonas, com transmissões por videostreaming para 61 municípios.

 

Voltar