
I Curso de Formação em Telemedicina
Evento marca primeira fase do Projeto
Estação Digital Médica
O I Curso de Formação em Telemedicina foi decisivo para
as atividades do Projeto Estação Digital Médica – Estratégia
de Implementação e Ampliação da Telemedicina no Brasil.
O projeto, que reúne oito instituições sob a coordenação
da Faculdade de Medicina da USP, receberá quase cinco milhões
de reais do Programa Institutos do Milênio do CNPq (Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), neste
e nos próximos dois anos. Representantes de todas as instituições
que integram o projeto estiveram presentes no curso. Eles
adquiriram conhecimento e capacitação para o cumprimento
da primeira fase do projeto, que visa implantar, em cada
instituição, um centro de tecnologia. Estruturados, estes
oito centros terão papel fundamental na prática da Telemedicina
e Telessaúde, seja permitindo a comunicação entre profissionais
de saúde em locais geograficamente distantes (sem necessidade
de deslocamento físico), seja com o desenvolvimento de sistemas
e softwares que garantam a transmissão, a confidencialidade
e a veracidade dos dados dos pacientes.
Ao final do curso, a Faculdade de Medicina da USP entregou
para cada instituição participante do projeto um aparelho
de videoconferência Tandberg 6000 MXP, que permite comunicação
simultânea entre até seis locais diferentes. Durante o evento,
os representantes destas instituições conheceram as aplicações
e aprenderam a utilizar este equipamento, assim como as
demais tecnologias que podem ser empregadas para a promoção
da saúde, como máquinas fotográficas digitais, Internet,
voz sobre IP, wireless, entre outras.
Os equipamentos de videoconferência, adquiridos com a
verba liberada pelo CNPq, serão muito utilizados em ações
de Teleducação Interativa (cursos, treinamentos, discussões
clínicas, aulas...) e de teleassistência formativa (segunda
opinião de um médico especialista sobre o caso de determinado
paciente, fornecida para o médico generalista ou profissional
de saúde que acompanha este paciente). As videoconferências
também permitirão reuniões entre as instituições para discussão
da evolução do projeto.
Ações para consolidação da Telemedicina no Brasil
O Projeto Estação Digital Médica - Estratégia de Implementação e Ampliação da Telemedicina no Brasil é vencedor do Programa Institutos do Milênio do Ministério da Ciência e Tecnologia, que patrocina pesquisas científicas por meio da formação de grupos de pesquisadores de diversas regiões do país. A Telemedicina é uma das áreas consideradas prioritárias pelo ministério, que alocou para o projeto a maior verba em comparação aos recursos destinados às outras 33 propostas aprovadas em 2005, em diferentes áreas de conhecimento.
Para alcançar seu objetivo, o Projeto Estação Digital Médica propõe variadas ações. Entre elas estão a realização de cursos e pesquisas multicêntricas, elaboração de material educacional para atividades de Teleducação Interativa, desenvolvimento de núcleos para segunda opinião formativa a distância, formação de ligas acadêmicas (grupos de estudantes da graduação) para estudo e aplicação da Telemedicina, promoção de estágios universitários multiprofissionais em regiões carentes, uso de objetos de aprendizagem (como o Projeto Homem Virtual) e Telehomecare.
Impressões sobre o evento
Representantes de todas as instituições que integram o Projeto Estação Digital Médica participaram do I Curso de Formação em Telemedicina da FMUSP. Eles ressaltaram a importância do evento para a execução do projeto, com destaque para a variedade e relevância dos assuntos abordados, o fortalecimento das relações institucionais e o treinamento prático no uso das tecnologias. Veja alguns depoimentos:
“O ponto alto do curso é a diversidade de temas, com destaque para a abordagem de aspectos éticos, tecnológicos e práticos. A iniciativa é excelente, pois as instituições de saúde brasileiras precisam ter profissionais com formação em Telemedicina”.
Cláudio de Souza - coordenador do Centro de Tecnologia em Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais.
“Um dos grandes benefícios do curso foi a troca de experiências com os colegas das instituições participantes do Projeto Estação Digital Médica, bem como o contato com outros profissionais interessados em Telemedicina”.
Rosângela Simões Gundim - coordenadora de Telemedicina do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.
“Constatei, de forma satisfatória, a motivação e segurança demonstradas pela funcionária da Faculdade de Saúde Pública da USP após sua participação no curso. A capacitação em Telemedicina proporcinou uma significante diferença em sua formação profissional e lhe permitiu a aplicação imediata das técnicas e dos conceitos, expostos e discutidos no evento, no Departamento de Informática da FSP, onde trabalha”.
Luiz Jorge Fagundes, responsável pelo Ambulatório de DST do Centro de Saúde Geraldo de Paula Souza da Faculdade de Saúde Pública da USP.
“Estou convencido de que o curso foi imprescindível para os pesquisadores participantes da Estação Digital Médica. Todos saíram mais preparados para os próximos passos do projeto. E houve um importante intercâmbio entre as instituições, que terá continuidade com a comunidade virtual sobre Telemedicina e Telessaúde”.
Pedro Elias de Souza - coordenador do Pólo de Telemedicina da Amazônia.
“O curso incluiu os mais variados temas, proporcionando uma visão abrangente do assunto. A estruturação da Telemedicina na nossa instituição está sendo especialmente baseada no treinamento prático, que foi oferecido de forma extremamente organizada. Também ampliamos nosso leque de contatos para troca de conhecimentos e serviços”.
Nicolle Gollo Mazzotti - residente do Serviço de Dermatologia e pesquisadora do Laboratório de Telemedicina Aplicada do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
“Acho que o curso foi muito bem planejado, com conteúdo abrangente, apresentado de forma clara e objetiva. Por ser extremamente prático, intensificou a troca de experiências e informações entre os grupos envolvidos no Projeto Estação Digital Médica. A iniciativa de criar uma comunidade virtual é muito importante para discutir os padrões a Luiz Jorge Fagundes - responsável clínico serem adotados na Telemedicina brasileira”.
Henrique Gandra - professor assistente do Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro
- Área de Informática Aplicada ao Ensino.
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